VESTIBULAR - UEPA - 2009

UEPA / Prise – 1ª Etapa – 2009


22. “Voltei no tempo, presenciava cenas medievais. Ao fundo dessa paisagem, campos agrícolas [...] e pasmem, agricultores lavrando a terra com arados manuais [...]”. O cenário ao lado se relaciona com a descrição da paisagem medieval narrada pelo mochileiro, no excerto acima, do Texto 5, na medida em que:


a) destaca trabalhadores realizando atividades agrícolas com técnicas e instrumentos rudimentares associando-as a um cenário exclusivamente medieval.
b) os trabalhadores aparecem arando a terra sem o arado manual, o que indica a inexistência desse tipo de instrumento de trabalho na sociedade medieval.
c) ela completa as informações sobre o cenário medieval, contrastando as condições rudimentares do trabalho dos camponeses com as construções arquitetônicas da época.
d) se refere à descrição dos trabalhadores, do arado manual, que auxiliava os camponeses no plantio e cultivo em feudos medievais pertencentes aos servos da gleba.
e) recria o cenário descrito no diário, inserindo-o na paisagem natural do medievo, caracterizada pela utilização maciça do arado manual e presença dominante da mão-de-obra feminina no campo de cultivo.


Resposta: a resposta correta é a questão a. Devemos lembrar que a principal característica da Europa medieval era sua estrutura feudal baseada nas atividades agrícolas realizada pelos servos que se utilizavam para isto de técnicas e instrumentos rudimentares, como por exemplo, o uso do arado de madeira, puxado por boi, o equipamento principal.


23. Ao compararmos as condições de trabalho de servos e vilões, vigentes no sistema socioeconômico feudal da Idade Média da Europa Ocidental, destaca-se, como elemento diferenciador entre ambos:

a) a relação de vassalagem exclusiva dos servos em relação aos senhores proprietários de terra, enquanto os vilões permaneciam como camponeses livres.
b) a condição de escravidão a que estavam submetidos os servos nos ambientes domésticos dos senhores feudais, diferenciada da situação de trabalho livre dos camponeses vilões.
c) a presença dos vilões como um fator de desequilíbrio do ordenamento estamental feudal, na medida em que se impunham como exemplos de camponeses livres frente à situação de obrigação/obediência do servo em relação ao senhor feudal.
d) o livre acesso dos vilões às terras comunais, enquanto que aos servos era estritamente proibido o seu uso, por conta das obrigações assumidas do servo para com o senhor feudal.
e) o fato dos vilões serem pequenos proprietários de terras, mesmo que mantendo algumas obrigações para com os senhores feudais, mas sendo esta relação diferente da condição dos servos como camponeses presos à terra concedida pelo senhor feudal.

Resposta: a resposta correta é a questão c. Basta lembrar que na sociedade medieval européia feudal, além dos senhores medievais (nobreza), o clero e os servos, havia ainda os vilões, prováveis antigos proprietários livres, embora ligados a um senhor, eram servos com mais liberdade, ao contrário dos servos da gleba propriamente ditos que não possuíam liberdade, sobretudo, de locomoção já que estavam presos ao feudo no qual trabalhava.



24. As pesquisas arqueológicas das civilizações marajoaras, por meio do estudo dos vestígios da cultura material (especialmente objetos de cerâmica) que remontam ao século I a.C., revelam a existência de uma estrutura sociopolítica nomeada pelos pesquisadores de cacicados. Nesse sentido, caracteriza-se o sistema político de cacicado como:

a) regime democrático em que a atividade produtiva de criatórios aquáticos, complementados pela atividade de caça e pesca dava sustentação a um perfeito igualitarismo no que se refere à participação política.
b) regime de poder centralizado, existente em sociedades baseadas em recursos aquáticos, em que rituais e crenças religiosas eram provavelmente controlados por grupos pequenos no poder.
c) regime político dirigido por uma elite religiosa monopolizadora da fabricação e difusão de símbolos religiosos em vasilhas e urnas de cerâmica voltadas exclusivamente para os rituais.
d) sistema de pequenas comunidades autogestadas sem chefia centralizada, cujos vestígios estão nos tesos marajoaras, que são aterramentos artificiais do que constituíam assentamentos humanos.
e) sistema sócio-político plenamente igualitário organizado a partir das relações de parentesco vigentes entre famílias, linhagens familiares e clãs.

Resposta: a resposta correta é a questão b. O sistema de cacicado, mais adequado para as sociedades pré-colombianas da América espanhola (Incas, Maias e Astecas) tinha como característica a centralização do poder político nas mãos do monarca (o “imperador”).



Texto 6

“Os antigos romanos[...] prestavam homenagem aos mortos. Acreditava-se que as almasdos mortos eram beneficiadas com o sangue humano, e assim costumavam sacrificar, nos funerais, soldados inimigos capturados ou escravos”. (Tertuliano In GRANT, Michel. Galdiators. N.I,Delacoste,1967. Apud.FUNARI, Paulo Abreu. Roma:vida pública e vida privada. S.P: Atual, 1993.p.40).



Texto 7

“I. Se algum ripuário matar um estrangeiro franco, seja considerado culpado em duzentos soldos. II. Se algum ripuário matar um estrangeiro borgúndio, seja considerado culpado em cento e sessenta soldos. III. Se um ripuário matar um estrangeiro romano, seja multado em cem soldos.”. (Ferd. Walter, Corpus Germanici Antiqui.: in ESPINOSA, Fernanda. Antologia dos textos medievais. P. 21-22).



25. Os textos 6 e 7 indicam práticas culturais diferentes. No entanto, há nestas práticas algo em comum, a saber:

a) a condição social dos estrangeiros expressa no sacrifício de inimigos de guerra e de escravos nas cerimônias fúnebres em Roma e no pagamento diferenciado de indenizações às famílias dos mortos pelos ripuários.
b) o tratamento igualitário aos estrangeiros no Império Romano e no Reino Franco, onde inexistiam formas diferenciadas de cuidar dos escravos e dos inimigos capturados na guerra.
c) o estatuto social do estrangeiro que na Roma antiga era tratado com rigor da lei que destinava parte dos escravos ao sacrifício aos deuses e entre os ripuários destinava-se à indenização de famílias que perdiam seus familiares.
d) a crença na morte de inimigos, de escravos e de estrangeiros como forma de apaziguar a ira dos deuses tanto entre os antigos romanos quanto entre as tribos bárbaras.
e) o pagamento de indenizações e de pecúlios às famílias de escravos e de inimigos de guerra tanto na Roma Antiga quanto no Reino Franco, onde havia uma lei que estabelecia preços de acordo com o tipo de estrangeiro capturado.


Resposta: a resposta correta é a questão a. Esta questão deve ser resolvida basicamente a partir da interpretação dos textos que são bem esclarecedores sobre os sacrifícios humanos realizados pela cultura romana antiga e a ripuária.


26. Em 1492, quando os europeus chegaram nas terras que seriam chamadas de América encontraram uma população bastante numerosa, a qual, em relação à organização e à divisão do trabalho, apresentava-se:

a) com traços de homogeneidades, quando se tratava dos Incas, pois, estes, ao dominarem diversos povos andinos, mantiveram suas tradições culturais, permitindo que os mesmos conservassem as formas de trabalho que desenvolviam em suas regiões.
b) utilizando os critérios de sexo e idade, quando se fala dos Guaranis, povo associado aos Tupis, em que mulheres, homens e crianças trabalhavam respectivamente na agricultura e na coleta; na caça e na pesca; e nas tarefas domésticas.
c) assentada na mão-de-obra escrava originária das regiões dominadas pelos Maias, que tinham como base de suas atividades econômicas a lavoura e o pastoreio, utilizando prioritariamente a mão-de-obra masculina.
d) com formas semelhantes, quando eram povos situados na mesma região, como é o caso dos Maias, Astecas e Incas, pois a densidade demográfica de suas regiões contribuiu para que as terras fossem cultivadas por famílias camponesas, inexistindo a escravidão.
e) utilizando o critério de que todos os habitantes da aldeia participavam da caça, da coleta de frutos e raízes e da pesca, quando se tratava de povos nômades, como é o caso dos Tupinambá e Guaranis, que viviam nas florestas do continente sulamericano.


Resposta: a resposta correta é a questão b. Basta lembrar que as sociedades indígenas brasileiras estão baseadas em uma vida comunitária na qual todos trabalham. Porém, havia (e ainda há) diferenciações de sexo e idade nas relações de trabalho. As mulheres eram responsáveis pela agricultura, do plantio a colheita, e da coleta; os homens desde meninos eram criados para se tornarem além de guerreiros bons caçadores.



Texto 8

“Os astecas acreditavam no mito de que, sem o sangue humano (a “água preciosa”) oferecido ao Sol, a engrenagem do mundo deixava de funcionar. Por isso, procuravam manter um ‘estoque’ de prisioneiros destinados aos sacrifícios. Essa era uma de suas justificativas para a guerra.” (FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. Série Novo Ensino Médio. São Paulo: Ática, 2004, p. 131).



Texto 9

“No final do século XI, a ordem feudal sofreu outro impacto de grandes proporções: as cruzadas, expedições de caráter religioso e militar destinadas a arrancar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos” (FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. Série Novo Ensino Médio. São Paulo: Ática, 2004, p. 89)



27. Os textos 8 e 9 evidenciam:
a) ações de violência relacionadas com crenças religiosas em mundos geográfico e culturalmente diversos, na Europa e na América.
b) formas de conversão das populações que viviam no entorno das sociedades citadas, pelo mecanismo da ação armada.
c) tanto na sociedade asteca como na sociedade européia do medievo, o uso de práticas mágico-religiosas para converter povos de outras religiões.
d) entre os povos pré-colombianos, como os Astecas, o sacrifício humano como uma prática comum, o que não ocorria nas sociedades européias da Antigüidade e da Idade Média.
e) formas opostas de devoção de sua religiosidade, visto que as sociedades européias não utilizaram a guerra como
prática de conversão de outros povos como os Astecas usavam.

Resposta: a resposta correta é a questão a. O texto 8 trata dos sacrifícios humanos realizados pelos astecas, tais sacrifícios pertenciam a cultura religiosa da sociedade asteca. Em relação às cruzadas, esta é geralmente definida como uma série de expedições armadas realizadas pelos cristãos contra os muçulmanos, com o propósito de romper o cerco a que a Europa fora submetida desde o século VIII e com o objetivo de colocar a Terra Santa (nome pelo qual os cristãos denominavam a Palestina) e a cidade de Jerusalém sob a soberania dos cristãos. Porém, as cruzadas, apesar de ter sido um movimento também de caráter religioso, tiveram como conseqüência o assassinato de milhares de mulçumanos por cristãos.



Texto 10

“Atenas era uma cidade extraordinariamente cosmopolita. Um ateniense poderia observar milhares de imigrantes temporários e permanentes de outras cidades gregas ou de terras não gregas trabalhando a sua volta, muitas vezes fazendo exatamente o mesmo trabalho que ele, sem, contudo, compartilhar de nenhum de seus direitos de cidadão. A característica mais marcante da cidadania ateniense é que, quando viajava para além dos limites de sua própria pólis, era imediatamente privado de seus direitos políticos”. (JONES, Peter V. O mundo de Atenas: uma introdução à cultura clássica ateniense. São Paulo: Martins Fontes, 1997, p. 156).



28. No que se refere à democracia ateniense, é correto afirmar que:

a) a cosmopolita sociedade ateniense do século V a.C. deu origem à democracia como regime político derivado da convivência multicultural de nativos atenienses e estrangeiros, chamados metecos, oriundos de civilizações mediterrâneas diversas.
b) a transição da Aristocracia para a Democracia, na Atenas do período clássico, se baseou nas reformas de Drácon e Sólon, que pretendiam restringir o poder dos eupátridas (nobres), em favor da ampliação dos direitos dos cidadãos: homens, mulheres, nativos e estrangeiros.
c) a manutenção da escravidão durante a vigência da democracia ateniense foi um fator impeditivo e desestruturante do regime democrático na cidade-estado.
d) o cosmopolitismo ateniense contribuiu para diversos avanços intelectuais e econômicos da cidade-estado ateniense mas não interferiu na constituição de um sistema político democrático que realmente incluísse estrangeiros, mulheres e escravos na cidadania.
e) apesar da não inclusão de estrangeiros na cidadania ateniense, as leis da pólis ateniense eram amplas e incluíam direitos e deveres dos metecos.

Resposta: a resposta correta é a questão d. Em relação a Democracia ateniense é sabido que os possuidores da cidadania eram somente aqueles atenienses natos (nascidos em Atenas e de pai e mãe atenienses) do sexo masculino e maiores de 21 anos. Desta forma, a democracia ateniense excluía do direito à cidadania os estrangeiros (já que não eram natos de Atenas), as mulheres (já que a cidadania era exclusiva dos homens) e os escravos (que não possuíam direito nem um em Atenas).





UEPA / Prise – 2ª Etapa – 2009



15. As reformas religiosas no contexto do século XVI na Europa revelam:

a) o abandono do humanismo como princípio de interpretação do mundo em favor do teocentrismo, defendido pelos reformadores cristãos.
b) a culminância da crise da Igreja do Ocidente provocada pelos movimentos de contestação desde a Baixa Idade Média.
c) o esgotamento das relações amistosas entre o Estado Ibérico Cristão e califados muçulmanos situados na Península Ibérica.
d) a criação de uma nova religiosidade vinculada às práticas populares antigas, como a bruxaria e a consulta dos astros.
e) a tolerância religiosa nesse contexto em razão das mudanças culturais decorrentes da presença islâmica no continente.

Resposta: a resposta correta é a questão b. Esta questão é bem conceitual, basta lembrar das características das reformas religiosas na Europa e seu período histórico. A Reforma foi o processo de divisão do cristianismo com a constituição de novas igrejas, denominadas protestantes. A Reforma iniciou-se na Alemanha. A liderança coube ao frade Martinho Lutero, que através de suas “95 Teses”, desafiou a Igreja, a autoridade do papa e a utilidade das indulgências.





16. A análise das imagens em destaque, acima, à luz dos estudos historiográficos sobre os mundos do trabalho
no Brasil, são exemplos da (o):

a) introdução da mão-de-obra escrava na produção do café e do açúcar em que se dava preferência à mão-de-obra feminina, devido à crença de que as mulheres transferiam sua fertilidade para o solo.
b) uso de técnicas rudimentares na produção do açúcar e do café no nordeste brasileiro, que, após a Lei Eusébio de Queiroz (1850), substituiu os escravos pelos imigrantes.
c) diversidade cultural dos brasileiros, sobretudo, na lavoura de cana e de café, que, nos meados do século XIX, recebeu um grande número de escravos no espaço de produção.
d) inclusão de mulheres no espaço de produção canavieira e cafeeira nos anos de 1859, para substituir os escravos após a aprovação da Lei Eusébio de Queiroz de 1850.
e) modelo econômico do Brasil no século XIX baseado na mão-de-obra escrava, na monocultura, como a do café e da cana-de-açúcar, e na grande propriedade.

Resposta: a resposta correta é a questão e. Esta questão também é bem conceitual, as imagens somente auxiliam na elucidação da questão. Basta lembrarmos das principais características do mundo do trabalho do Brasil colonial e imperial baseado na presença da mão-de-obra escrava, sobretudo negra, na monocultura, isto é na produção de um único produto de exportação como a do café (sobretudo no sudeste brasileiro durante o Império) e da cana-de-açúcar (no nordeste brasileiro durante a Colônia ), isto sendo produzido em grandes propriedades.



17. A imagem ao lado nos remete ao Absolutismo Francês. No contexto dos fins do século XVIII, as lutas pela cidadania se expressaram na (o):
a) Revolução Francesa, que defendia o princípio de igualdade e de liberdade, se contrapondo à teoria do direito divino dos reis.
b) Guerra das Duas Rosas, que defendia a eleição do Rei a partir da indicação do Parlamento, conforme o modelo indicado por Luís XIV.
c) Noite de São Bartolomeu, festa promovida pela Rainha Catarina de Médici, para celebrar a vitória das tropas napoleônicas contra o absolutismo francês.
d) Guerra dos Trinta Anos, que envolvia interesses dos protestantes franceses contra os ingleses na luta pela hegemonia religiosa do Ocidente Europeu.
e) Ato de Supremacia pelo qual o Rei Luís XIV devolveu ao povo francês o direito de participar das eleições gerais na França, a partir de 1789.



Imagem do Rei Luís XIV, de Hiacinth
Rigaud (1659-1747).




Resposta: a resposta correta é a questão a. Esta questão também é bem conceitual. A imagem ao lado serve para evidenciar a derrubada do antigo regime absolutista, simbolizado, sobretudo, pelo monarca francês Luís XIV e baseado no privilégio de um numero restrito de nobres, e marcado pela centralização política do monarca que governava segundo a teoria do direito divino dos reis, isto é, estava no governo porque era um representante ou enviado de Deus para governar, o que justificava sua presença no controle da sociedade. A Revolução Francesa (1789 - 1799) foi a tomada do poder político pela burguesia com a queda do absolutismo e que defendia o princípio de igualdade e de liberdade, bases da cidadania moderna e contemporânea.




Texto 4

“A organização da fuga foi iniciativa do negro. A fuga, na floresta Amazônica, deve ter sido solução bastante difícil e arriscada. Na floresta o negro estava sozinho. Às vezes conseguia chegar a alguma aldeia indígena e, por sorte, acabava vivendo com os silvícolas. Integrava-se, desta forma, num grupo estranho, e que com ele, só tinha um traço comum: o ódio ao branco dominador. Há na crônica da escravidão muitos casos ilustrativos e que destroem o mito da incompatibilidade étnica.” (SALLES, Vicente. O negro na formação da sociedade paraense. Belém: Paka-Tatu, 2004, p.85).



18. A partir da leitura do Texto 4 e dos estudos que a história nos proporciona sobre a temática da escravidão indígena e africana, afirma-se que:

a) negros e índios foram utilizados como mão de obra nos trabalhos na Amazônia e a fuga se constituiu para eles como um meio de resistência à escravidão, sendo que, a organização desta fuga, foi iniciativa dos negros, que se reuniram muitas vezes em espaços de resistência chamados de mocambos ou quilombos.
b) a organização da fuga e dos quilombos foi uma estratégia de resistência dos negros africanos trazidos para a Amazônia e da qual os nativos da terra não participavam,pois na sua maioria se abrigavam sob a tutela da Igreja, principalmente dos jesuítas que se opunham a sua escravidão.
c) a escravidão era o único traço que unia populações indígenas e africanas no território Amazônico, pois tradições culturais antagônicas dificultavam o contato étnico e não permitiram um maior processo de aculturação das duas etnias.
d) a presença de negros africanos, índios e brancos pobres na Amazônia, no trabalho da extração das drogas do sertão, favoreceu a construção de formas de organização de trabalhos compulsórios na região, visto que, o tráfico dessa mão de obra trazia muitos lucros para os comerciantes.
e) a fuga foi uma das formas de resistências dos africanos utilizados como mão-de-obra compulsória na Amazônia, sendo que, ela significava, na maioria das vezes, a morte pelo desconhecimento que eles tinham da região e pela incompatibilidade de conviver com as nações indígenas que habitavam a floresta.

Resposta: a resposta correta é a questão a. Para a resposta desta questão basta interpretar o texto e conhecer o contexto da escravidão no Brasil, sobretudo em relação à resistência dos negros à escravidão. A forma de resistência escrava mais temida pelos senhores era a fuga seguida da formação de aldeamentos coletivos, os quilombos. A fuga era para o escravo a solução mais simples contra a violência da dominação branca. O quilombo era a melhor alternativa de defesa e sobrevivência do negro escravo fugido. Entre todos os quilombos do período colonial, os maiores e mais afamados foram os da região de Palmares, no sul da capitania de Pernambuco (hoje, norte de Alagoas), surgido por voltada de 1602.



Texto 5

“O 7 de setembro de 1822, dia da Independência do Brasil, é a mais conhecida e celebrada data nacional. Está associada à proclamação feita, em 1822, pelo príncipe D. Pedro, às margens do riacho do Ipiranga, em S. Paulo, acontecimento que teria assinalado o rompimento definitivo dos laços coloniais e políticos com Portugal.” (OLIVEIRA, Cecília Salles. 7 de setembro de 1822: Independência do Brasil. In BITENCOURT, Circe (Org). Dicionário de Datas da História do Brasil. S. Paulo: Contexto, 2007, p.207)



19. Após a leitura do Texto 5, é correto afirmar que o episódio acima descrito:

a) teve uma repercussão imediata no país que se formava, havendo em todas as províncias o reconhecimento dos vários segmentos da sociedade ao novo regime e à autoridade de Pedro I.
b) após a proclamação da república, nos primeiros anos do século XX, o 7 de Setembro foi retirado das grandes festividades nacionais, porque a monarquia continuava a ser uma sombra ameaçadora ao novo regime.
c) foi um dos momentos históricos mais importantes, dentro de um prolongado processo de lutas políticas, que resultou na construção da nação brasileira, na primeira metade do século XIX.
d) ganhou grande importância a partir do II Reinado, quando Pedro de Alcântara, ao ser aclamado imperador, instituiu essa data como oficial da Independência e nomeou Theodoro Braga para pintar a tela intitulada “O Grito do Ipiranga”.
e) reiterou que a independência significava liberdade, pois o Brasil, a partir dessa data, rompia as relações de colônia com Portugal, e estabelecia bases concretas de um estado independente, não só no aspecto político, mas principalmente econômico.


Resposta: a resposta correta é a questão c. O 7 de setembro de 1822, dia da Independência do Brasil, marca o início da construção da nação brasileira pois foi o acontecimento histórico que determinou o fim da dependência do Brasil (até então uma colônia) em relação à Portugal, tornando-se uma nação independente.




Texto 6

“A descoberta de ouro e prata na América, o extermínio, a escravização das populações indígenas, forçadas a trabalhar no interior das minas, o início da conquista e pilhagem das índias Orientais e a transformação da África num campo de caçada lucrativa são os acontecimentos que marcam os albores da era da produção capitalista. Esses processos idílicos são os fatores fundamentais da acumulação capitalista.” (MARX, Karl. O Capital. Crítica da Economia Política. Livro 2, vol. II, p. 868.)


20. A caracterização apresentada por Karl Marx em sua obra máxima “O Capital” identifica os processos histórico-econômicos associados à acumulação primitiva de capital, que possibilitou a emergência da Revolução na Europa, ocorrida, em primeiro lugar, na Inglaterra de meados do Século XVIII. Quanto às condições fundamentais que tornaram propícia a acumulação primitiva de capital, na Inglaterra, podemos tomar como elemento fundamental:

a) a acumulação de riquezas nas mãos de uma nascente burguesia, a partir do Século XVI, primeiro por meio da pirataria, incentivada pela Coroa Inglesa, depois pelo comércio, expandido para as novas rotas comerciais marítimas para o Oriente.
b) a perda gradativa dos camponeses da propriedade dos meios de produção (terra e instrumentos de trabalho) e sua
transferência para as fileiras de um “proletariado rural”, resultante da política dos cercamentos desde o Século XVI.
c) o crescimento demográfico vertiginoso da Inglaterra, a partir do Século XVII, que empurrou a população camponesa para as cidades, tornando-se um exército de trabalhadores de baixo custo no contexto de uma economia monetária emergente.
d) as revoluções de caráter liberal, ocorridas na Inglaterra do Século XVII, que abriram caminho para a constituição de um sistema político parlamentar representativo, liderado pela nova elite burguesa ligada às atividades manufatureiras e comerciais.
e) a descoberta de ricas jazidas de recursos minerais na Inglaterra do Século XVIII, especialmente as reservas de carvão, que permitiram um salto na capacidade de produção energética por meio do uso da energia a vapor.


Resposta: a resposta correta é a questão b. O processo de desenvolvimento capitalista a partir da segunda metade do século XVIII, iniciou-se na Inglaterra com a mecanização industrial. A industrialização inglesa iniciou-se com a mecanização do setor têxtil, cuja produção tinha amplos mercados nas colônias da América, Ásia e África. Na estrutura socioeconômica ocidental fez-se a separação definitiva entre o capital, representado pelos donos dos meios de produção, e o trabalho, representado pelos assalariados. O trabalhador perdia a posse das ferramentas e máquinas, passando apenas da única coisa que lhe pertencia: sua força de trabalho.



21. A constituição da moderna concepção de Ciência se fez, desde o século XVI na Europa Ocidental, segundo uma perspectiva dedutivo-experimental, desafiando o uso restrito da lógica aristotélica pelos doutores da Igreja Católica na baixa Idade Média. No que se refere ao modelo científico, estabelecido pelos novos filósofos e pesquisadores da Ciência a partir do século XVI, temos como base:

a) o modelo teórico assentado no estudo dos fenômenos naturais, de modo que Física e Astronomia tornam-se pontos de partida para o estabelecimento do método experimental.
b) o surgimento de uma filosofia dedutivo-indutiva, ensejada por pensadores como René Descartes e Francis Bacon, que constituíram as bases do método científico em seus tratados filosóficos.
c) a difusão da filosofia aristotélico-cristã de São Tomás de Aquino desde fins da Idade Média, que associa fé e razão como caminhos possíveis e ligados na busca pelo conhecimento.
d) o pioneirismo dos estudos de Giambattista Vico, que apresentam a História como uma Ciência Nova, voltada para o estudo preciso das criações humanas, tornando inteligível, em conseqüência, os processos naturais.
e) as invenções de Leonardo da Vinci e de Galileu Galilei, baseadas em experimentos resultantes de uma corrida pela descoberta das leis do movimento dos corpos.


Resposta: a resposta correta é a questão a. O período histórico presente na questão marca o período do primeiro grande movimento cultural burguês dos tempos modernos, o Renascimento enfatizava uma cultura laica (não-eclesiástica), racional e científica. No campo científico, impulsionou-se o estudo do homem e da natureza. O espírito crítico do homem partiu para a ciência experimental, a observação, a fim de obter explicações racionais para os fenômenos da natureza.




UEPA / Prise – 3ª Etapa – 2009


13. A doutrina do “socialismo num só país”, do dirigente soviético Josef Stálin, sofreu reveses importantes com a expansão do socialismo na Europa Oriental e em outros continentes no pós-Segunda Guerra Mundial: ganhou novos contornos, com a expansão da revolução socialista para uma escala mundial, resultando na constituição do bloco socialista liderado pela URSS, durante a Guerra Fria (1947-1980), contra o bloco liberal-capitalista liderado pelos Estados Unidos. Considerando as repercussões geopolíticas da Revolução Chinesa (1949) e da Revolução Cubana (1959), é correto afirmar que:

a) ambas reforçaram a centralidade do Partido Comunista da União Soviética, como líder da revolução socialista mundial, na segunda metade do século XX.
b) deslocaram o modelo revolucionário socialista para regiões de passado colonial, que produziram revoluções originais, independentes da ação direta de Moscou.
c) as duas revoluções produziram novos modelos de socialismo, alternativos à experiência soviética, transformando-se em novos bastiões da revolução mundial.
d) estavam filiadas à doutrina da “revolução permanente”, de Leon Trotski, perspectivas opostas ao socialismo stalinista, fortemente assentadas no nacionalismo.
e) resultaram diretamente de guerras de libertação colonial, que associaram a constituição do socialismo à construção de uma identidade nacional.

Resposta: a resposta correta é a questão b. A questão aborda as revoluções ocorridas na em duas ex-colônias européias, a China (ex-colônia inglesa) e Cuba (ex-colônia espanhola). Em relação à China, em 1949, o exército do Partido Comunista Chinês (PCC), sob a liderança de Mao Tsé-tung ganhou terreno e entrou vitorioso em Pequim, proclamando a República Popular da China. Porém, em 1962, a o PCC rompeu com o PCUS (Partido Comunista da União Soviética), quando o PCC acusou os soviéticos de estarem modificando as teses marxistas originais. Em relação a Cuba, Em 1950, a oposição à ditadura de Fulgêncio Batista surgiu através de movimentos guerrilheiros, sob a liderança de Fidel Castro e Ernesto “Che” Guevara. O novo governo revolucionário de 1959 não foi estabelecido com apoio soviético, porém definiu uma política de mudanças que confrontaram os interesses norte-americanos em Cuba. A realização da reforma agrária e a nacionalização de refinarias de açúcar e industrias – a maioria de americanos. Num mundo bipolarizado, os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Cuba durante o governo de John Kennedy. Foi diante disso que fez Cuba entrar para o bloco socialista



Leia os textos 3 e 4, para responder à questão 14.

Texto 3

Meditação
Tom Jobim e Newton Mendonça

Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Então sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais

Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver tudo isto se
perder
E, na solidão
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz
(...)



Texto 4

Disparada
Geraldo Vandré e Theo de Barros

Prepare o seu coração
Pras coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão (3x)
E posso não lhe agradar...

Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo pra consertar...

(...)

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei...

Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e
mata
Mas com gente é diferente...


14. O desenvolvimento dos meios de comunicação de massa no Brasil, a partir dos anos 1950, acompanhou uma sensível transformação, no campo da produção musical, relativa ao conteúdo das canções populares urbanas, veiculadas no rádio e na televisão. Neste contexto, emergiram, quase de forma concomitante, estilos diversos de música popular: desde aquelas associadas ao universo das classes abastadas urbanas, como a Bossa Nova, até às chamadas “canções de protesto”, com destacado conteúdo de contestação das injustiças sociais no meio rural e urbano. As letras das canções acima, Meditação e Disparada, ilustram essas diferenças e tratam de repertórios diversos de emoções associadas a experiências existenciais. Essas considerações permitem tomar como diferença marcante entre as composições da Bossa Nova e Música de Protesto:

a) a opção dos letristas da Bossa Nova de não tratar especificamente de problemas sociais brasileiros; enquanto que a canção de protesto associava a escolha estética ao engajamento dos artistas na crítica política.
b) a incorporação dos artistas da Bossa Nova na propaganda política dos grupos conservadores, do início da década de 1960, oposta à ligação dos compositores das músicas de protesto com os movimentos sociais do mesmo período.
c) a reação da música de protesto à influência da indústria cultural americana no Brasil, oposta a total incorporação da estética da Bossa Nova nos padrões musicais/estéticos norte-americanos.
d) as raízes eminentemente populares da música de protesto, em detrimento da sofisticação estética da Bossa Nova, dissociada de qualquer influência dos ritmos populares brasileiros.
e) o distanciamento das composições de Bossa Nova do universo cultural brasileiro, enquanto que a música de protesto fincou raízes na antiga linhagem de composições populares de crítica social.

Resposta: a resposta correta é a questão a. Basta lembrar que o movimento da Bossa Nova surgiu na década de 1950 no Rio de Janeiro entre grupos da classe média carioca, trazendo inovações de ritmo e harmonia, porém não se caracterizava por ser uma música de protesto. A música de protesto surgiu durante o Regime Militar no Brasil (1964-1985). Neste contexto, a música popular foi utilizada para propagar a resistencia contra o regime militar. Na década de 60, os festivais de música popular da TV Record, de São Paulo, serviram como veículo para expressar a indignação dos artistas contra a opressão imposta pela ditadura. É dessa época a música “Pra não dizer que não falei de flores”, mais conhecida como “Caminhando”, de Geraldo Vandré, que se tornou um hino de contestação e mobilização contra o regime militar, juntamente com o samba “Apesar de você”, de Chico Buarque de Holanda.



15. Em 1943, foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), uma legislação que sistematizava e ampliava tudo que já havia sido implementado desde 1930. A partir dela, alguns direitos básicos dos trabalhadores foram reafirmados e garantidos, a exemplo do/a:

a) salário mínimo, férias remuneradas e jornada de trabalho de 48 horas semanais para os trabalhadores.
b) substituição da jornada de trabalho de 48 horas semanais pela jornada de 40 horas para os homens e 35 para as mulheres.
c) direito de greve, com a garantia de 1/3 dos trabalhadores nos serviços essenciais à população.
d) liberdade de expressão e autonomia sindical em relação ao Estado e ao Ministério do Trabalho.
e) participação dos trabalhadores nos lucros das empresas estatais fundadas durante esse período.

Resposta: a resposta correta é a questão a. Esta questão está centrada no período conhecido por Era Vargas, sobretudo durante o Estado Novo (1937-1945). O trabalhismo foi um dos suportes principais do Estado Novo e poderosa ferramenta na construção de Vargas como “pai dos pobres”. Os direitos trabalhistas foram consolidados no Estado Novo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (1943), que vigora até hoje. Eram direitos trabalhistas de antigas reivindicações dos trabalhadores, como o descanso semanal remunerado, férias remuneradas, regulamentação da jornada de trabalho de oito horas diárias, salário mínimo e aposentadoria.




Documento 1

“Em uma série de reportagens, datadas de 1929, Guilherme de Almeida narra um passeio de automóvel real ou imaginário, no caso pouco importa, ele faz em visita aos bairros étnicos de S. Paulo, habitados por portugueses, espanhóis, árabes, judeus, japoneses, italianos”.
(FAUSTO, Boris. Imigração:cortes e continuidades.In NOVAIS, Fernando (Coordenador Geral da Coleção) e SCHWARCZ, Lilia Moritz. História da Vida Privada no Brasil 4.S.Paulo: Companhia das Letras, 1998.p.23.)



Documento 2

“Os estrangeiros, não formavam, é bem verdade, uma frente homogênea, pois as diferentes etnias distinguiam – se umas das outras, elaborando ou reforçando imagens preconceituosas do “judeu da prestação”, do “espanhol encrenqueiro”, do “turco embrulhão”, etc. Mas tinham em comum uma convicção especial: todos se consideravam gente devotada ao trabalho, os verdadeiros construtores de uma cidade que ia se convertendo em metrópole.”
(FAUSTO, Boris. Imigração: cortes e continuidades.In NOVAIS, Fernando(Coordenador Geral da Coleção) e SCHWARCZ, Lilia Moritz. História da Vida Privada no Brasil 4.S.Paulo: Companhia das Letras, 1998.p.26.)



16. A partir da leitura dos documentos 1 e 2 e dos estudos históricos que se tem sobre o assunto, afirma-se que:

a) várias nacionalidades imigraram para o Brasil, especialmente para o estado de São Paulo, a partir da segunda metade do século XIX e início do XX, objetivando trabalhar inicialmente como colonos nas lavouras do café e depois como operários de uma indústria nascente.
b) por ser o Brasil um país de tradição econômica agroexportadora, não possuía mão de obra qualificada para trabalhar nas indústrias que começavam a ser inauguradas no final do século XIX, o que os levou a buscar o imigrante, principalmente o japonês, na época vindo de grandes centros operários.
c) os imigrantes que vieram para o Brasil no início do século XX, europeus ou asiáticos, tinham como finalidade básica trabalhar principalmente nas lavouras do café, produto que, além de gerar riquezas, conferia status social, pois possibilitava aos colonos a aquisição de terras.
d) os imigrantes, na maioria pobres, engajaram-se em vários tipos de trabalho: extrativismo na Amazônia, lavoura no Nordeste e indústria nascente no Sudeste, pois tinham como característica básica exaltarem o trabalho, o que os contrapunha aos nacionais, conhecidos por sua aversão ao trabalho em decorrência dos anos de escravidão.
e) a ideologia anarquista e suas práticas foram trazidas pelos imigrantes espanhóis e disseminadas nas camadas operárias que congregavam basicamente uma mão-deobra imigrante, o que possibilitou a formação de uma camada homogênea, mesmo congregando várias nacionalidades.

Resposta: a resposta correta é a questão a. A questão aborda a imigração para o Brasil. Esta imigração, como podemos observar a partir da leitura dos textos, deu-se a partir da vinda de imigrantes de diversas nacionalidades, isto é, ela fora heterogênea. Predominaram no início os europeus – italianos, portugueses, espanhóis, alemães, suíços, poloneses, etc. A imigração européia para o Brasil teve como ápice o período entre 1880 e 1930. No início do século XX, vieram também asiáticos, chineses e japoneses. Os imigrantes, na maioria, imigravam para o Brasil em famílias inteiras e eram chamados de colonos.



Texto 5

“A Guerrilha do Araguaia, movimento político-social radical que atuou num espaço político-social marcado pela proeminência de forte repressão política e que visava instaurar uma ordem socialista no Brasil, está associada a uma conjuntura política, nacional e internacionalmente favoráveis”.
(NASCIMENTO, Durbens Martins. O Araguaia na rota da Guerrilha. In FONTES, Edilza Joana Oliveira. (org) Contando a História do Pará: os conflitos e os grandes projetores na Amazônia Contemporânea (séc. XX) Vol.II. Belém: E.Motion, 2002,p.10.)


17. Sobre essas conjunturas políticas, a que o Texto 5 se refere, é correto afirmar que:

a) nacionalmente, vivia-se um período democrático que possibilitava manifestações políticas e sociais de oposição ao governo, o que favorecia o surgimento de movimentos de guerrilha em várias regiões do país e, internacionalmente, o auge da Guerra Fria que estimulava a implantação de regimes socialistas nos países pobres.
b) em relação ao Brasil, vigorava um estado populista, em que os governantes procuravam atrair as massas populares por meio de projetos sociais, mas que não incluíam as regiões distantes do país e, externamente, por um período de guerrilhas apoiadas na teoria do foquismo que tinham como origem a Revolução Russa.
c) dentro do país, a conjuntura era de grande instabilidade política, devido o avanço dos movimentos populares de esquerda, por meio da organização de partidos políticos e, em relação à política internacional, o
cenário era de declínio da Guerra Fria.
d) em termos nacionais, o Brasil vivia um Estado de ditadura decorrente do golpe desferido pelas Forças Armadas, e o fechamento dos espaços democráticos que se havia conquistado no período de 1946 a 1964 e, internacionalmente, pelos resultados exitosos de movimentos guerrilheiros em vários lugares do mundo.
e) internamente, a sociedade brasileira vivia um momento de grande repressão política, em que prisões e torturas eram comuns, num quadro político em que os militares estavam no poder, após deterem o avanço comunista no Brasil e, externamente, pelos reflexos da política norte-americana que passou a combater vitoriosamente os focos de guerrilha espalhados pelos vários continentes.

Resposta: a resposta correta é a questão d. Em relação ao período histórico abordado na questão temos o estabelecimento da Ditadura Militar (1964-1985) através de um regime opressivo e não-democrático. O texto faz referência à Guerrilha do Araguaia que fora uma mobilização guerrilheira ocorrida em uma região onde os estados de Goiás, Pará e Maranhão faziam fronteira, às margens do rio Araguaia-Tocantins. A Guerrilha do Araguaia foi um conjunto de operações guerrilheiras ocorridas durante a década de 1970, organizado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que pretendiam combater o governo militar e implementar o comunismo no Brasil, iniciando o movimento pelo campo.

Um comentário: