A Grécia Antiga


Prof.º Leonardo Castro

A Grécia ou Hélade influenciou profundamente a formação da cultura ocidental. Dos gregos ou helenos antigos herdamos uma gama de conhecimentos científicos, os grandes fundamentos do pensamento filosófico e político, presentes nas obras de Sócrates, Platão e Aristóteles. Também nossos padrões estéticos de arte e beleza foram herdados dos gregos.



Texto e Contexto


Grécia em grego é Ελλάδα. Grego é o nome pelo qual os romanos designavam os helenos, habitantes da Hélade que ficou conhecida como Grécia. Hélade é Hellás - ádos, que desde os tempos de Ésquilo designa a totalidade da regiões habitadas pelos helenos. As formas portuguesa Grécia, castelhana e italiana Grecia, francesa Grèce, inglesa Greece, são um eruditismo calcado sobre o latim Græcia (com o etnônimo respectivo grego, griego, greco, grec e greek, do latim græcus).



A Grécia antiga abrangia o sul da península Balcânica (Grécia européia), as ilhas do mar Egeu (Grécia insular) e o litoral da Ásia menor (Grécia asiática). A partir do século VIII a.C., os gregos ampliaram seu território de ocupação, fundando colônias no Mediterrâneo e no sul da Itália, que passou a chamar-se Magna Grécia.

Do século XII ao VIII a.C., os grupos humanos que estavam estabelecidos na Grécia encontravam-se organizados em genos, ou seja, famílias coletivas constituídas por um grande número de pessoas sob a liderança de um patriarca. Foi o período das comunidades gentílicas.



Na organização hierárquica dos genos, o patriarca, ou pater, era a autoridade máxima, exercendo as funções de juiz, chefe religiosos e militar. O critério que definia a posição social dos indivíduos na comunidade era o seu grau de parentesco com o pater.


Para enfrentar um inimigo comum, algumas comunidades gentílicas se uniram, formando uma fratria. As fratrias reunidas constituíram uma tribo, a qual se submetia a autoridade do filobasileu, o comandante do exército. A união de várias tribos, deu origem ao demos (“povo” ou “povoado”), que reconhecia como seu líder o basileu.


A crise da sociedade gentílica alterou a estrutura interna dos genos. A terra deixou de ser propriedade coletiva. As melhores terras passaram a ser dominadas pelos parentes mais próximos do pater, que passaram a ser chamados de eupátridas (“Bem-nascidos”). O restante das terras foi dividido entre os georgóis (“agricultores”), parentes mais distantes do patriarca. Nesse processo, os mais prejudicados foram os thetas (“marginais”), para os quais nada restou.


Entre os séculos VIII e VI a.C., várias tribos se uniram formando comunidades independentes, que deram origem às polis ou cidades-estados. A Grécia possuiu mais de cem cidades-estados independentes ou autonomas que, de modo geral, possuiam seus regimes políticos próprios, algumas se mantiveram oligárquicas outras tornaram-se democráticas. As duas pólis mais importantes da Grécia antiga foram Atenas (a democrática) e Esparta (a oligárquica).



Atenas


Atenas situa-se na Ática. Em grego antigo, Atenas era chamada Αθήναι (Athénai), em homenagem à deusa grega Atena. A ocupação inicial da Ática foi realizada pelos aqueus, seguidos posteriormente por eólios e principalmente jônios, todos povos indo-europeus. Atenas ficou famosa por ter sido poderosa Cidade-Estado e um centro cultural e intelectual muito importante nos tempos antigos (atualmente é a capital de Grécia).


Atenas conservou a monarquia por muito tempo, até a aristocracia (“Bem-nascidos”) solaparem o poder do basileu, que foi substituído pelo arcontado – composto por nove arcontes com mandatos anuais. Foi também criado um conselho – o aerópago – composto por eupátridas, com função de regular a ação dos arcontes.


Texto e Contexto

As leis draconianas têm um importante papel na história do Direito, por serem o primeiro código de leis escrito. Estas leis eram sempre favoráveis aos eupátridas e cobriam penas extremamente severas aos infratores. Para os crimes graves, aqueles submetidos ao Areópago, as penas eram a morte ou o exílio. Tanto o furto como o assassinato recebiam a mesma punição: a morte. Essa severidade fez que o adjetivo draconiano chegasse à posteridade como sinônimo de desumano, excessivamente rígido ou drástico.


Além dos eupátridas, georgóis e thetas, a sociedade ateniense ainda tinha: os Demiurgos, que eram artesãos ou comerciantes, em geral, georgóis empobrecidos ou thetas; os Escravos, geralmente prisioneiros de guerra, sem direitos políticos.

As lutas entre classes sociais, a instabilidade e o crescimento de Atenas foram fatores que motivaram o surgimento de reformas, feitas por legisladores. Dentre esses legisladores, destacou-se Drácon. Arconte, de origem aristocrática, Drácon recebeu em 621 a.C. poderes extraordinários para preparar um código de leis escritas (até então eram orais), Drácon elaborou um rígido código de leis baseado nas normas tradicionais arbitradas pelos juízes.

Em 594 a.C., Sólon (em grego, Σόλων - Sólōn, na transliteração), um legislador ateniense, iniciou uma reforma mais ambiciosa, onde as estruturas social,política e econômica da pólis ateniense foram alteradas.


Ele cria a Eclésia (assembléia popular), na qual participavam todo homem maior de 30 anos, livre (não escravo), ateniense e de pai e mãe ateniense. Contudo, a participação não é por nascimento, agora ela é censitária. O critério da riqueza possibilitou a ascenção política dos demiurgos. Criava-se, assim, a Timocracia (do grego, timos = riqueza, e kratos = poder). Sólon criou o Conselho dos Quatrocentos, ou Bulé. A Eclésia aprovava as medidas da Bulé. Criou também o tribunal de justiça, o Helieu, aberto a todos os cidadãos.

Na sua reforma, Sólon proibiu a hipoteca da terra e a escravidão por endividamento através da chamada lei Seixatéia, dividiu a sociedade pelo critério censitário (pela renda anual). Suas atitudes, no entanto, desagradaram a aristocracia, que não queria perder seus privilégios oligárquicos, e o Povo, que desejava mais que uma política censitária, e sim a promoção de uma reforma agrária.


A conturbação política que se seguiu a reforma de Sólon permitiu o surgimento dos tiranos, ditadores que usurparam o poder. O primeiro e mais importante deles foi Pisístrato, que governou Atenas de 561 a 527 a.C. Ele foi sucedido por seus filhos Hiparco e Hípias, que logo não perderam o apoio do povo. Em 510 a.C., eclode uma revolta, liderada por Clístenes, um nobre ateniense, que finaliza a tirania e estabelece a Democracia ateniense.


Texto e Contexto

Democracia Representativa e Direta

Democracia direta refere-se ao sistema onde os cidadãos decidem diretamente cada assunto por votação. Em democracias representativas, em contraste, os cidadãos elegem representantes em intervalos regulares, que então votam os assuntos em seu favor.

A democracia direta tornou-se cada vez mais difícil e necessariamente se aproxima mais da democracia representativa, quando o número de cidadãos cresce. Historicamente, a democracia mais direta foi o antigo sistema político de Atenas. O sistema de eleições que é usado em alguns países ocidentais de Estado, pode ser considerado como uma forma de democracia representativa, onde o povo elege seus representantes locais.



A Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo). A palavra Democracia vem do grego “demos” (“povo”) e “kratos” (“poder”), significando “poder do povo”, ou seja, governo feito pelo povo. O povo torna-se soberano para decidir seu próprio destino.



Texto e Contexto

O filosofo grego Aristóteles, em seu livro Política, discute as caracteristicas da cidadania:

“(...) o governo civil (...) pertence a todos os que são livres e iguais.”
(Aristóteles, Política, 1255b.)

“Não é a residência que constitui o cidadão: os estrangeiros e os escravos não são ‘cidadãos’, mas sim ‘habitantes’. (...) Não participam, então, a não ser de um modo imperfeito, dos direitos da Cidade.”

“Portanto, o que constitui propriamente o cidadão, sua qualidade verdadeiramente característica, é o direito de voto nas Assembléias e de participação no exercício do poder público em sua pátria.”
(Aristóteles, Política, 1261a.)



A democracia instituída pelas reformas de Clístenes era um sistema político do qual participavam todos os cidadãos atenienses livres e iguais, isto é, os homens, adultos, filhos de pai e mãe atenienses. Estes, entretanto, constituiam uma minoria da qual estavam excluídos as mulheres, os estrangeiros (“metecos”) e os escravos.


A democracia ateniense era baseada em três conceitos básicos relacionados a cidadania: a igualdade perante a lei ou “isonomia” (Do grego isos = igual, e nomos = norma), ou seja, as leis e os direitos eram iguais e os mesmos para todos; a “isotimia” (de isos = igualdade, e timos = riqueza), pois todos os cidadãos podiam participar da vida pública; "isagoria" (de isos = igual , e agos = orador), era igualdade de todos para falar na Ágora, para debater os negócios públicos, enfim, liberdade de pensamento, de palavra e de crítica.


Com a democracia, a Eclésia, assembléia popular composta por seis mil cidadãos, teve seus poderes decisórios aumentados, fiscalizando a atuação das demais instituições políticas e votando as propostas da Bulé. A Eclésia também tinha o poder de votar o ostracismo – exílio por um período de dez anos – contra todos os que pusessem em perigo a democracia ateniense.



A Pnyx (Assembléia) de Atenas com vista da Acrópole, área mais alta da cidade onde se localizava os principais templos e palacios da região.



A assembléia popular era realizada em praça pública ou Ágora, um símbolo da democracia direta, e, em especial, da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto. Em Atenas, a Eclésia se reunia em um local específico, um anfiteatro natural, na colina denominada Pnyx (em grego: Πνυξ, pronunciado “Pnuks”). Para votar alguma lei na assembléia, os atenienses não contavam com partidos, pois não existiam, mas sim com seus parentes ou circulos sociais.

O período de apogeu da democracia ateniense compreende a época do governo de Péricles (em grego Περικλῆς), estratego e político grego, que governou Atenas de 461 a 429 a.C.. Foi um dos principais líderes democráticos de Atenas e a maior personalidade política do século V a.C.. Sua época é chamada de a “Era de Ouro” de Atenas.



Texto e Contexto


“Nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. Nosso governo se chama Democracia, porque a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.
De acordo com nossas leis somos todos iguais no que se refere aos negócios privados. Quanto à participação na vida pública, porém, cada qual obtém a consideração de acordo com seus méritos e mais importante é o valor pessoal que a classe a que pertence; isso quer dizer que ninguém sente o obstáculo de sua pobreza ou condição social inferior quando seu valor o capacite a prestar serviços à cidade. Por essas razões e muito mais, nossa cidade é digna de admiração”
(Discurso de Péricles. In: História das sociedades – das comunidades primitivas às sociedades medievais. Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1980. p. 201.)



Péricles nasceu de uma família da nobreza ateniense, os Alcmeônidas, descendente do líder reformista Clístenes. Eleito e reeleito várias vezes como estratego-chefe (strategos-arconte), acumulou a chefia civil e a liderança militar da cidade, fazendo com que Atenas alcançasse a maior projeção política, econômica e cultural em toda a sua história. Isto se deu após a eclosão das Guerras Pérsicas ou Médicas.


Relações de trabalho em Atenas



A partir do século VIII a.C., com a crise da sociedade gentílica e a consolidação da apropriação da propriedade privada das terras pelos eupátridas ou Bem-nascidos (eu = Bom, pátrida = parido), o cultivo da terra assumiu grande importância em Atenas. A aristocracia ateniense formada pelos eupátridas, que eram os cidadãos, nutria grande aversão a qualquer espécie de trabalhos manuais, voltando-se para as atividades exclusivamente políticas, intelectuais e artisticas. Para exercerem a política necessitavam do ócio (schóle), ou seja, de tempo livre, para isso necessitavam de outros elementos sociais que para eles trabalhassem.


Os georgóis eram pequenos proprietários rurais, que trabalhavam com seus familiares e produziam para a subsistência. Eles não possuíam direitos civis, não sendo, portanto, considerados cidadãos. Os Demiurgos, que eram artesãos ou comerciantes, em geral, georgóis empobrecidos ou thetas. Eles eram principalmente carpinteiros, ferreiros e ceramistas. Com o desenvolvimento do comércio, um grande número de estrangeiros fixou-se em Atenas. Estes eram os metecos (em grego, metoïkos), que eram comerciantes e artesãos, mas havia também metecos banqueiros, médicos, trabalhadores de obras públicas. Os metecos não possuiam qualquer direito político.


O crescimento da cidade de Atenas e o seu desenvolvimento econômico levou ao crescimento do uso do trabalho de escravos, obtidos através da guerra, do comércio ou por dividas. A escravidão (denominada também escravismo ou escravatura) é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força.


Antes das reformas de Sólon, um ateniense, principalmente geórgoi ou theta, podia ser obrigado a pagar suas dívidas com a liberdade, tornando-se escravo de outro ateniense.


A guerra, a pirataria e o comércio eram as principais fontes de trabalhadores escravos. Os mais importantes mercados de cativos encontravam-se na costa da Ásia menor, Macedônia, Síria, Trácia e Egito.


Os escravos eram legalmente considerados como uma mercadoria. Podiam ser vendidos, comprados, penhorados, emprestados, etc. Sua condição de escravo era vitalícia e hereditária. A totalidade da produção de seu trabalho pertencia ao seu senhor.




Trabalho escravo na agricultura era comum em Atenas. Ânfora de Antimenes. Séc. II a.C. Museu Britânico, Londres.



Lapide Funerária de um pedagogo com duas crianças. Nicomedia, Grécia (100 a. C.). Museu do Louvre, França.


Os escravos eram explorados no trabalho do campo nas terras dos eupátridas e na indústria artesanal. Havia também escravos que eram pedagogos, professores, conselheiros, etc. Fiação, tecelagem, confecção de roupas e trabalhos domésticos eram realizados por escravas que tinham suas atividades dirigidas pela senhora da casa.

Alguns escravos trabalhavam para seus senhores fazendo serviços diversos para outras pessoas ou vendendo artigos sob a obrigação de entregar uma renda ao final do serviço ao seu senhor. Estes escravos não podiam possuir bens imóveis ou participar da vida política, mas podiam juntar um pecúlio, que poderia ser utilizado para a compra de sua liberdade, ou seja, a manumissão. O escravo liberto ascendia a categoria de meteco, ou seja, era um estrangeiro sem direitos públicos.


Muitos escravos eram explorados pelo estado como “funcionários públicos”, sendo empregados como varredores, agentes policiais, carrascos, remadores, operários, etc.



Texto e Contexto

Aristóteles considerava legitima a escravidão, sendo duas as possibilidades para a escravização humana: uns nascem destinado por natureza, outros os são quando capturados em guerra:

“O homem que, por natureza, não pertence a si mesmo, mas a um outro, é escravo por natureza: é uma posse e um instrumento para agir separadamente e sob as ordens de seu senhor.”

“Não é apenas necessário, mas também vantajoso que haja mando por um lado e obediência por outro; e todos os seres, desde o primeiro instante do nascimento, são, por assim dizer, marcados pela natureza, uns para comandar, outros para obedecer.”
(Aristóteles, Política, 1254a.)

“(...) todos os que não têm nada melhor para nos oferecer do que o uso de seus corpos e de seus membros são condenados pela natureza à escravidão. Numa palavra, é naturalmente escravo aquele que tem tão pouca alma e poucos meios que resolve depender de outrem. (...) Ademais, o uso dos escravos e dos animais é mais ou menos o mesmo e tiram-se deles os mesmos serviços para as necessidades da vida.”
(Aristóteles, Política, 1254b.)

“Além da escravidão natural, existe aquela que chamamos escravidão estabelecida pela lei; esta lei é uma espécie de convenção geral, segundo a qual a presa tomada na guerra pertence ao vencedor.”
(Aristóteles, Política, 1255a.)




Guerras Médicas


Dá-se o nome de Guerras Médicas (ou Guerras Medas, Guerras Greco-Persas, Guerras Greco-Pérsicas e Guerras Persas) aos enfrentamentos entre os antigos gregos e o Império Persa durante o século V a.C.


As Guerras Médicas ocorreram entre os povos gregos (aqueus, jônios, dórios e eólios) e os medo-persas, pela disputa sobre a Jônia na Ásia Menor.


Em 490, Dario (522-486 a.C.) decidiu enviar à Grécia continental uma expedição punitiva. Erétria foi arrasada e saqueada, mas os atenienses e plateenses, chefiados por Milcíades (550-489 a.C.), conseguiram rechaçar os persas na Batalha da planície de Maratona.


Xerxes (486-465 a.C.), filho de Dario, comandou dez anos depois (480 a.C.) uma invasão à Grécia em grande escala. As tropas helenicas decidiram detê-los ao máximo no desfiladeiro das Termópilas (que significa Portas Quentes). Neste lugar, o rei espartano Leônidas colocou cerca de trezentos soldados espartanos e mais mil de outras regiões. Naquele desfiladeiro tão estreito os persas não podiam usar sua famosa cavalaria, e sua superioridade numérica estava bloqueada. Mas ocorreu que os gregos foram traídos por Efíaltes, que conduziu Xerxes através dos bosques para chegar pela retaguarda à saída das Termópilas.


As cidades-estados gregas esqueceram as disputas internas que existiam entre elas e uniram-se, comandados pelo ateniense Temístocles venceram os persas na Batalha naval de Salamina (480 a.C.) e na de Platéias (479 a.C.), acabando com as intensões de domínio de Xerxes.




Esparta

Esparta (em grego Σπάρτη, em grego moderno Spárti, em grego antigo, Spártē) era uma cidade-estado da Antiga Grécia (atualmente um município da Grécia), fundada no século IX a.C. e situada nas margens do rio Eurotas, no sudeste da região do Peloponeso, na planicie da Lacônia. Esparta, também conhecida como Lacedemônia, foi formada pelos dórios, povo indo-europeu essencialmente guerreiro. Esparta possuia uma estrutura social extremamente rígida, dividindo-se em:

Espartanos ou esparciatas ou ainda lacedemônios: os descendentes dos conquistadores dórios, eram os únicos detentores da cidadania em Esparta e, portanto, com direitos políticos. Formavam uma classe privilegiada que monopolizava o poder militar e, por decorrência, o político e o religioso.

Periecos: eram os habitantes dos arredores das cidades, descedentes das populações nativas submetidas pelos dórios. Livres, deicavam-se ao comércio e ao artesanato.

Hilotas: eram os servos pertencentes ao Estado, descendentes da população dominada pelos dórios.

Politicmente, Esparta organizava-se sob uma diarquia, ou seja, uma monarquia composta por dois reis, que tinham funções guerreiras e religiosas. As funções executivas, entretanto, eram exercidas pelo Eforato composto por cinco membros eleitos anualmente, que administravam os negócios públicos da cidade. Havia a Gerúsia, composta por 28 membros da aristocracia, com idade superior a sessenta anos, que tinham funções legislativas. Na base da estrutura política espartana estava a Ápela ou assembléia popular, formada por todos os cidadãos iguai maiores de trinta anos, os homoioi (em grego, iguais ou semelhantes), que tinha a função de votar leis e escolher os gerontes.




A educação em Esparta


A educação espartana, que recebia o nome técnico de agogê, estava concentrada nas mãos do Estado, sendo uma responsabilidade obrigatória do governo. Estava orientada para a intervenção na guerra e a manutenção da segurança da cidade, sendo particularmente valorizada a preparação física que visava fazer dos jovens bons soldados e incutir um sentimento patriótico.


Desde o nascimento até à morte, o espartano pertencia ao estado. Os recém-nascidos eram examinados por um conselho de anciãos que ordenava eliminar os que fossem portadores de deficiência física ou mental ou não fossem suficientemente robustos, ou seja, praticavam a eugenia.




Rei Leônidas, tipico guerreiro Hoplita espartano com elmo. Estátua de mármore. Data: 475-450 a.C., Museu Arqueológico de Esparta.


A partir dos 7 anos de idade, os pais (cidadãos) não mais comandavam a educação dos filhos. As crianças eram entregues à orientação do Estado, que tinha professores especializados para esse fim, o paidónomo. Os jovens viviam em pequenos grupos coletivos, levando vidas muito austeras, realizavam exercícios de treino com armas e aprendiam a táctica de formação.





A fama do guerreiro espartano perpassa a história, sendo uma das principais características conhecida desta sociedade grega. Cena do Filme 300 de Esparta que descreve a Batalha das Termópilas (480 a.C.), quando 300 guerreiros espartanos comandados pelo Rei Leónidas lutaram até a morte para refrear o avanço do exército persa do Rei Xerxes no território grego.




300 de Esparta. História em quadrinho de Frank Miller. 1999, Ed. Abril.



Os homens espartanos (esparciatas) eram mandados ao exército aos sete anos de idade, onde recebiam educação e aprendiam as artes da guerra e desporto. Aos doze anos, eram abandonados em penhascos sozinhos (só contavam uns com os outros), nus (para criarem resistência ao frio) e sem comida (para caçarem e pescarem). Essa educação estava voltada para ensinar aos esparciatas valores guerreiros como força, resistência, seriedade, bravura, disciplina, solidariedade e astúcia.


Com 18 anos, os esparciatas ingressavam no exército, tornando-se hoplitas. Os jovens lacedemônios, chamados de eiren, poderiam atacar a qualquer momento servos (hilotas), a fim de lutar e se preparar para a guerra, isto era chamado de Kriptéia.


Aos 30 anos de idade o esparciata tornava-se cidadão, adquiria plenos direitos políticos, podendo, então, participar da Assembléia do Povo ou dos Cidadãos (Ápela). Depois de concluído o período de formação educativa, os cidadãos de Esparta, entre os vinte e os sessenta anos, continuavam a viver em grupos e estavam obrigados a participar na guerra.




Texto e contexto


O poeta espartano Tirteu foi o grande pensador do estilo guerreiro do espartano. Em seus poemas costumava exaltar os valores guerreiros desejaveis pela sociedade espartana:

“Eu não quereria guardar memória de um homem nem falar dele devido à virtude dos seus pés ou à sua destreza na luta, ainda que ele tivesse a força dos ciclopes e ganhasse em velocidade do trácio Bóreas. E ainda (...) se tivesse todas as glórias do mundo, mas não possuísse o valor guerreiro, não quereria honrá-lo. Não dará boas provas de si na luta se não for capaz de encarar a morte sangrenta na peleja e de lutar corpo-a-corpo com o adversário. Isso é arete (virtude), este é o título mais alto e mais glorioso que um jovem pode alcançar entre os homens. É bom para a comunidade, para a cidade e para o povo que o homem se mantenha com o pé firme frente aos combatentes e afaste da sua cabeça qualquer idéia de fuga. Mas aquele que cai entre os combatentes e perde a vida bem-amada cobre de glória a sua cidade, os seus concidadãos e o seu pai, ao ser chorado por todos, novos e velhos, quando jaza, com o peito, o côncavo escudo e a armadura trespassada por muitos projéteis; a sua dolorosa memória enche a cidade inteira e são honrados entre os homens o seu sepulcro e os seus filhos, e os filhos dos seus filhos e toda a sua linhagem. Honram-no jovens e anciões, a vida oferece-lhe distinção e singularidade, ninguém se atreve a prejudicá-lo ou ofendê-lo. Quando chega à velhice, infunde um respeito profundo, e onde quer que chegue todos lhe dão lugar”.
(In: JAEGER, Werner. Paidéia: a formação do homem grego. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. pp. 121-122.)




As mulheres espartanas recebiam educação quase igual à dos homens, participando dos torneios e atividades desportivas. O objetivo era dotá-las de um corpo forte e saudável para gerar filhos sadios e vigorosos. Consistia na prática do exercício físico ao ar livre. Assim como os homens, também iam aos quartéis quando completavam 7 anos de idade para serem educadas e treinadas para a guerra mas dormiam em casa.




Xenofobia


A xenofobia (em grego, xeno é estrangeiros e fobia é medo) era uma das caracteristicas da sociedade espartana. Xenofobia é comumente associado a aversão a outros povos e culturas. É também associado à fobia em relação a pessoas ou grupos diferentes, com os quais o indivíduo ou o grupo social que apresenta a fobia habitualmente não entra em contato e evita. Esparta era uma cidade conservadora, os espartanos limitavam ao máximo relações com estrangeiros, inclusive gregos de outras cidades, a fim de dificultarem a penetração de idéias “perigosas” ou “nocivas” à sociedade espartana.




Laconismo


Laconismo é um modo breve ou conciso de falar ou de escrever. Foi uma das principais características da sociedade espartana, na região da Lacônia, de onde deriva o termo. A educação intelectual espartana compreendia um pouco de leitura e de escrita. Mas os espartanos aprendiam sobretudo a “dizer muita coisa em poucas palavras”. Para a sociedade conservadora e militarista de Esparta, o laconismo era um mecanismo de preservação da ordem, porque contribuía para formação de um ambiente social e político acrítico e alienado, gerando conformismo ideológico, o que impedia que os indivíduos questionassem o sistema em Esparta.




Relações de trabalho em Esparta


O espartano não se preocupava com trabalhos manuais e não trabalhavam em suas próprias terras, pois desprezavam essas atividades, e tinham como ofício a guerra e a defesa de sua cidade. O trabalho necessário à sua manutenção era realizado pelos hilotas. Os hilotas (em grego Εἱλῶται “Heílotai” ou Εἱλῶτες “Heílotes”) eram os servos de Esparta.


O hilota tinha um senhor mas este não era o seu possuidor, o senhor não podia vender o hilota, expulsá-lo, matá-lo. Os hilotas eram servos que pertenciam ao estado espartano, trabalhavam nos kleros (lotes de terra), entregando metade das colheitas ao Espartano e eram duramente explorados. Deviam cultivar essa terra a vida inteira e não podiam ser expulsos de seu lugar. Levavam uma vida muito dura, sujeita a humilhações constantes. Foram protagonistas de várias revoltas contra o estado espartano. Para controlar as revoltas e manter os hilotas sob clima de terror, os espartanos organizavam expedições anuais de extermínio (krypteia ou criptias).


Alguns deles trabalhavam em construções de templos, nas casas dos espartanos, no auxílio aos soldados do exército e na cozinha pública que preparava e servia repastos para os esparciatas.


Outro grupo social subordinado era o dos periecos. Eram homens livres, porém não eram cidadãos. Os periecos eram, em sua grande maioria, artesãos, pequenos proprietários de terras pouco férteis e comerciantes, podendo possuir terras e bens móveis; gozavam de certa autonomia, vigiada por funcionários espartanos, os Harmostes, e eram obrigados a pagar tributos. Os periecos eram convocados constantemente para participarem do exército e lutavam por vezes separados por vezes lado a lado com os esparciatas.




Guerra do peloponeso


As relações entre Atenas e Esparta tornaram-se tensas após as Guerras Médicas, com lutas freqüentes e tréguas cíclicas, tudo pela disputa da hegemonia grega. Atenas, após a guerra contra os persas formou politicamente a Liga de Delos (também chamada de Liga Marítima Ateniense), que controlava o comércio marítimo com a sua poderosa frota, desfrutando igualmente de uma boa situação financeira. Esparta, por seu lado, assentava a sua estratégia política num exército imbatível e bem treinado, respondendo à Liga de Delos com uma confederação de cidades, a Liga do Peloponeso, que reunia, além da importante cidade marítima de Corinto, as cidades do Peloponeso (península no sul da Grécia) e da Grécia central.


A guerra do Peloponeso foi um conflito armado entre Atenas e Esparta de 431 a 404 a.C. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides e Xenofonte. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que o mesmo despertava entre os espartanos.


Após longas batalhas, em 421 a.C., foi assinada a Paz de Nícias, rompida por Atenas sete anos depois, reiniciando as batalhas que só se encerrariam com a vitória espartana na batalha de Égos Potamos, em 404 a.C. Iniciou-se o período de hegemonia espartano, com a ascenção dos governos oligarquicos e o fim da democracia ateniense.




Religiosidade e pensamento entre os gregos.


A Grécia antiga nunca constituiu um estado unificado. De fato, os gregos das diversas cidades-estados autonomas tinham consciência de que pertenciam a uma mesma cultura, sendo pois unidos pela língua que falavam e pela religiosidade comum entre eles. Os grandes santuários pan-helênicos, como Olímpia, Delfos ou Delos, eram os locais de reunião dos helenos. Mesmo sangue e mesma língua, santuários e sacrificios, costumes e hábitos semelhantes eram os elementos de identidade e que uniam os gregos antigos.



Assim, na Grécia antiga, as várias cidades-estados eram parte de uma mesma comunidade religiosa: tinham as mesmas crenças e rituais, tanto que se faziam representar num santuário comum, Delfos, e se uniam para rituais, como, por exemplo, os que aconteciam nas festas pan-helênicas, como as Olimpiadas.


Entre os gregos, a tradição religiosa era transmitida oralmente por poetas como Homero e Hesíodo, que viveram entre os séculos IX e VIII a.C., inspirados por divindades ligadas à música e à poesia, as Musas.




Texto e Contexto

O filósofo grego pré-socrático Xenófones de Cólofon (580-460 a.C) em um fragmento de uma de suas Sátiras enfatiza o politesimo e o antropomorfismo da religiosidade grega:

“Homero e Hesíodo atribuíram aos deuses tudo o que para os homens é opróbio e vergonha: roubo, adultério e fraudes recíprocas.
(...)
Mas os mortais imaginaram que os deuses são engendrados, têm vestimentas, voz e forma semelhantes a eles.”
(In: BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os Filósofos Pré-Socráticos. São Paulo: Editora Cultrix. s/d. p. 32.)



Entre os gregos, a religião era politesista, ou seja, eram vários os deuses em que acreditavam e que davam origem diversas crenças, cultos e práticas religiosas.


A religião grega também era antropomórfica, pois os deuses eram a imagem e semelhança física e psíquica dos homens, inclusive compartilhando vícios, desejos e defeitos. Era também Pragmática, ou seja, os deuses existiam por causa das necessidades humans: segurança, alimentação, guerra; Idealista, isto é, as divinidades expressavam o esejo de imortalidade, poder e prazer; Fatalista, os acontecimentos da vida eram traçados pelos deuses.


Acreditava-se que esses deuses habitavam o monte Olimpo, na Tessália. Os deuses gregos não são eternos, pois nasceram um dia, mas são imortais. São doze os principais deuses gregos, tendo cada um um poder específico: Zeus, é o mais poderoso dos deuses e pai da maioria dos outros deuses, era senhor dos céus e líder dos deuses, comandava as estações do ano, os dias e as chuvas, quando enfurecido, enviava raios sobre a Terra; Hera, deusa das esposas e protetora dos nascimentos, casada com Zeus, era bastante vingativa com as várias amantes do marido; Possêidon, deus dos mares, reinava sobre o oceano e comandava a chuva e a seca, provocava catástrofes com o seu tridente, para vingar os mortais que agiam contra a sua vontade; Deméter, deusa da fertilidade da terra; Apolo, deus do sol e da luz, chamava a atenção pela beleza e força, inspirava poetas e adivinhos porque tinha o poder de prever o futuro; Atena, deusa das artes, das ciências e da sabedoria, era guerreira, mas inimigada violência, preferia o debate e a negociação na hora de resolver confrontos; Afrodite, deusa do amor e da beleza, era a divindade mais linda, inspirava a paixão nos mortais, mas também ciúme e loucura naqueles que não a homenageavam; Hefesto, o deus do fogo e da metalurgia; Ares, deus da guerra; Hermes, deus da eloqüência e do comércio, símbolo da rapidez, levava mensagens do Olimpo para os mortais, ajudava tanto os mercadores quanto os ladrões; Artemis, deusa caçadora; Héstia, deusa dos lares. Havia também Hades, senhor do reino dos mortos; Dionisio, deus do vinho e da euforia, instaurou festas nas quais se chegava ao êxtase por meio da música, da dança e da bebida; Hebe, deusa da juventude; Eros, filho de Ares e Afrodite, em algumas versões considerado filho do Caos, sua versão romana é a de Cupido, ele é o deus do amor.



Afrodite. Estátua de mármore de Alexandre. Data: 150-100 a.C. Paris, Museu do Louvre.


Zeus rapta o jovem Ganimedes. Estátua de terracota. Data: 480-470 a.C. Grécia, Museu Arqueológico de Olímpia.





Atena flanqueada por dois guerreiros. Grupo de mármore da parte central do pedimento oeste do templo de Afaia em Egina. Data: 500-490 a.C. Alemanha, Munique, Glyptothek.

Hércules combate minotauro. Cálice (500-450 a.C.) Museu Arqueologico de Agrigento.





Havia também heróis divinizados ou semideuses, dentre os quais os mais famosos foram: Hércules, famoso por sua força; Teseu, que matou o minotauro do palácio de Creta; Perseu, que matou a Medusa, monstro que convertia em pedra todos que a olhavam.



Parthenon, templo de devoção dedicado a deusa Atena. Localizado na Acrópole de Atenas, Grécia.



A mitologia grega ente nós sobrevive nas palavras que se usam hoje, como Deus, justiça, cereal, etc. e nos nomes dos planetas. As nossas Olimpiadas é uma herança dos gregos. O teatro foi inventado pelos gregos em um rito para o deus Dionisio. Enquanto as artes em nossa sociedade são ainda hoje profundamente influenciadas pela cultura grega, a arquitetura ainda hoje usa colunas, pórticos e naves dos antigos templos gregos.




Períodos da Grécia Antiga


Pré-Homérico (1900-1100 a.C): Período antes da formação do homem grego. Nessa época, estavam se desenvolvendo as civilizações Cretense ou Minóica (ilha de Creta) e a Micênica (continental).

Homérico (1100-700 a.C): Período de Homero, marco na história por suas obras, Odisséia e Ilíada. Período que iniciou a ruralização e comunidade gentílica (na qual um ajuda o outro na produção e colheita).

Obscuro (1150-800 a.C.): Chegada dos aqueus, dóricos, eólios e jônicos; formação dos gênos; ausência da escrita.

Arcaico (800-500 a.C.) — Formação da pólis; aparecimento do alfabeto fonético, da arte e da literatura, progresso econômico com a divisão do trabalho no comércio, na indústria e processo de urbanização.

Clássico (500-338 a.C.) — O período de esplendor da civilização grega. As duas cidades consideradas mais importantes desse período foram Esparta e Atenas. Neste momento a História da Grécia é marcada por uma série de conflitos externos (Guerras Médicas) e interno (Guerra do Peloponeso).

Helenístico (338-146 a.C.) — Crise da pólis grega, invasão macedônica, expansão militar e cultural helenística, a civilização grega se espalha pelo Mediterrâneo e se funde a outras culturas.





Texto Complementar

Economia e Sociedade na Grécia Antiga: diferenças entre Atenas e Esparta.


Atenas Escravista



1. Não havia atividades em que os escravos não estivessem envolvidos fora a política e a militar, e mesmo essas duas categorias devem ser entendidas muito estritamente, pois os escravos predominavam na policia e no que chamariamos de serviços administrativos inferiores.
2. Os escravos eram estrangeiros em duplo sentido. Depois da abolição da escravidão por dívida realizada por Sólon, nenhum ateniense podia ser escravo em Atenas. Portanto, todos os escravos que ali se encontrassem ou tinham sido importados de fora do Estado, ou nascido dentro do Estado, de mãe escrava. (...) mas as provas parecem mostar que a grande maioria era de fato “não-gregos”, “bárbaros” como eles os chamavam, e por isso digo “estrangeiros em duplo sentido”.
3. Os proprietários de escravos tinham o direito de libertar seus escravos (...).
4. A atitude contemporânea foi resumida por Aristóteles quando escreveu (Retórica, 1367a32): “A condição do homem livre é que ele não vive sob a coação de outro.” Nesse sentido, os escravos alforriados eram homens livres. (...) A distinção entre cidadão e não-cidadão livres não era meramente política – o direito de votar ou de ter cargos públicos –, ia muito mais longe (...) Escravos alforriados não eram cidadãos, embora livres no sentido amplo, e portanto sofriam todas as limitações de liberdade...



Esparta

1. Os espartanos propriamente ditos eram um grupo relativamente pequeno, talvez nunca mais de 10.000 homens adultos.
2. Os escravos de propriedade pessoal, tal como existiam, representavam um total insignificante. Em seu lugar havia uma população servil relativamente numerosa, conhecida como hilotas.
3. A origem dos hilotas é controvertida. Podem ter sido gregos, para começar, mas sendo ou não eram o povo da Lacônia e Messênia, a quem os espartanos dominaram e depois mantiveram subjugados em seus próprios territórios de origem.
4. (...) os hilotas pertenciam ao Estado e não aos espartanos a quem eram atribuídos.
5. Em consequencia do item anterior, apenas o Estado podia libertar os hilotas. Isso só aconteceu em um tipo de situação: quando foi inevitável usar hilotas para o serviço militar, os selecionados tornavam-se livres, ou antecipadamente ou como recompensa subsequente.
(FINLEY, Moses I. Economia e Sociedade na Grécia Antiga. s/l: Martins Fontes, s/d. pp. 129-131.)

9 comentários:

  1. MUITO BOM TUDO ESSE CONHECIMENTO
    ADOREI.

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  2. participe na rede JOVENS DO SALMO e também
    der apoio para nosso irmão Prof. Hamilton Santana
    sua familia fundou mais de 40 igrejas Adventistas em Feira de Santana
    vote 31311 pra Dep. Estadual
    Abraços

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  3. Suely Pontes - Salvador.
    Adorei, quanto + conhecimeto melhor. Abraço.

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  4. tirei minhas duvidas agora posso fazer a prova numa boa

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  5. Muito Bom e Útil! É o único site com esse conteúdo todo...

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  6. egg,aqui tem tudo o que eu preciso,mt obg- profº mt bom esse seu blog. Parabéns1 :D

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  7. Parabéns Prof.º Leonardo Castro pelo texto muito bem escrito, completo e verossímil.
    Excelente!

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